A
chegada do verão abre um novo ciclo de oportunidades para a cadeia da
tilapicultura no Brasil — e a expectativa de faturamento da Brazilian Fish, do
Grupo Ambar Amaral segue em alta. Para o primeiro trimestre de 2026, a
expectativa é superar em 15% o faturamento do mesmo período de 2025. O motivo?
O período entre dezembro e março se consolida como o mais estratégico do ano
para os produtores, combinando condições climáticas ideais, aumento do consumo
e crescimento contínuo da produção nacional.
CONSUMO DE VERÃO
O
período também concentra picos de consumo. No verão, cresce a procura por
proteínas leves e de fácil preparo. Logo adiante, a proximidade da Semana Santa
— outro momento de forte demanda — consolida um período estratégico para o
agronegócio do pescado. “Já é esperado que na Semana Santa haja um aumento
significativo nas vendas, especialmente porque é uma tradição em muitas
famílias o consumo de peixe nesse período. Esse é um momento de alta no
faturamento, fundamental para o setor”, menciona Christian Becker Torres, o
diretor de operações da Brazilia Fish. A combinação desses fatores reforça a
resiliência do setor, que segue aquecido mesmo diante de oscilações
regulatórias e de custos.
EXPANSÃO ACELERADA DA PISCICULTURA
O
Brasil vive um momento de expansão acelerada na piscicultura. Segundo a
PeixeBR, a produção de peixes cultivados cresceu 53,25% nas últimas duas
décadas, saltando de 578 mil para 887 mil toneladas. A criação de peixes de
água doce, especialmente a tilápia, tem se destacado como um dos segmentos mais
promissores dentro do setor.
TILÁPIA: A LINHA DE FRENTE
Especificamente,
a tilápia representa uma parcela significativa da produção nacional de peixes
cultivados, com 579.080 toneladas, o que corresponde a 65,3% do total de peixes
criados em cativeiro no Brasil. A espécie segue como protagonista absoluta,
representando 65,3% de toda a produção aquícola nacional — mais de 579 mil
toneladas — colocando o país como o quarto maior produtor mundial da espécie,
segundo dados do Anuário de 2024.
MERCADO
Com
uma produção crescente, a piscicultura brasileira começa a ganhar destaque não
apenas no mercado interno, mas também no comércio internacional, impulsionada
pela demanda global por pescados de alta qualidade. Dessa forma, a empresa
projeta uma temporada de forte tração comercial, impulsionada tanto pela alta
natural do consumo quanto pela maior capacidade de resposta da cadeia produtiva
em um momento de condições climáticas favoráveis.
DEMANDA CRESCENTE
Em
um setor que cresce sustentado por eficiência, tecnologia e demanda global, o
verão brasileiro desponta como um dos motores do agronegócio da tilápia em
2026. “Com esses picos de demanda, a piscicultura brasileira consegue se manter
sólida, aproveitando as oportunidades sazonais e o comportamento do consumidor,
além de se adaptar às condições climáticas favoráveis para garantir uma oferta
constante e de qualidade, conclui Christian Becker Torres. (via assessoria).
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