Laboratório brasileiro de análise de solos investe R$ 5 milhões no desenvolvimento de tecnologia inédita para atuar nas lavouras norte-americanas
IBRA megalab teve acesso a 150 mil amostras de solo dos EUA e fez viagens de campo a fazendas norte-americanas para adaptar a experiência brasileira ao mercado internacional
O Brasil é referência no desenvolvimento de tecnologias altamente sofisticadas de diagnóstico e manejo de solos. Com esse histórico, o IBRA megalab, maior laboratório de análise de solo do Brasil, inicia um movimento estratégico de internacionalização após identificar oportunidades de atuação no mercado norte-americano, que em 2025 chegou a US$ 800 milhões, representando 27,3% do mercado global de análises de solo, de acordo com dados do Industry Research. Para viabilizar sua estratégia de expansão internacional, investiu cerca de R$ 5 milhões em um programa dedicado à transferência tecnológica no diagnóstico de solos.
Segundo o diretor do IBRA megalab, Armando Saretta Parducci, o objetivo é adaptar tecnologias desenvolvidas no ambiente tropical brasileiro para sistemas agrícolas de clima temperado, em um processo conhecido internacionalmente como “tropical soil diagnostics technology undergoing temperate adaptation”. Desse montante, aproximadamente R$ 3,5 milhões foram destinados ao desenvolvimento e validação científica das metodologias, enquanto R$ 1,5 milhão foi aplicado em iniciativas de promoção institucional, prospecção de parcerias e abertura de mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos.
A iniciativa também inclui projetos-piloto com produtores norte-americanos, voltados à validação de metodologias de diagnóstico baseadas na experiência brasileira, além da participação institucional do laboratório no Congresso Internacional de Agricultura de Precisão (ICPA), organizado pela International Society of Precision Agriculture (ISPA), que pela primeira vez será realizado no Brasil e reunirá especialistas, empresas e centros de pesquisa de diversos países.
Recentemente, durante uma viagem técnica aos Estados Unidos, Parducii confirmou que existe um espaço relevante para a tecnologia brasileira de diagnóstico de solos naquele mercado. “A visita aos Estados Unidos foi muito importante para validar uma percepção que já vínhamos discutindo internamente. Há um interesse crescente em tecnologias mais avançadas de diagnóstico de solo, especialmente aquelas que integram análise laboratorial com agricultura digital, mapas digitais de solo e métricas relacionadas ao carbono”, afirma.
Além disso, o laboratório teve acesso a 150 mil amostras de solo dos EUA para desenvolver uma tecnologia de análise específica para aquele mercado e as principais culturas locais. O movimento de internacionalização do laboratório busca justamente levar essa expertise para outros mercados agrícolas. A estratégia inclui parcerias tecnológicas, intercâmbio científico e possíveis operações voltadas à análise avançada de solos e serviços associados à agricultura de precisão.
Para Parducci, a expansão internacional também representa uma oportunidade de posicionar o Brasil como referência global em ciência aplicada ao solo. “A agricultura brasileira evoluiu muito porque fomos obrigados a entender profundamente nossos solos. Hoje temos tecnologia, conhecimento e profissionais capazes de contribuir com a agricultura em qualquer lugar do mundo”, conclui.
A expectativa é que iniciativas como essa ampliem a presença de tecnologias agrícolas brasileiras no exterior e reforcem o papel do Brasil não apenas como grande produtor de alimentos, mas também como exportador de conhecimento e inovação em ciência do solo.
Experiência
De acordo com Parducci, a experiência brasileira em trabalhar com solos de baixa fertilidade gerou um conhecimento técnico que hoje pode contribuir com novos desafios globais da agricultura, como o aumento de produtividade, a eficiência no uso de fertilizantes e a mensuração de carbono no solo.
A transformação do Cerrado em área fértil é principal exemplo brasileiro, sendo que nas últimas décadas, cerca de 20 milhões de hectares foram incorporados à agricultura comercial, graças a tecnologias de correção e manejo do solo. Nesse contexto, o IBRA megalab tornou-se uma das referências privadas nesse segmento no país, incorporando metodologias modernas de análise química e física de solos, além do desenvolvimento e integração com ferramentas de agricultura de precisão e plataformas digitais de diagnóstico agronômico e operações agrícolas.
Outro ponto destacado é que a agricultura moderna está passando por uma transformação impulsionada por dados. Nesse cenário, laboratórios deixam de ser apenas prestadores de serviço analítico e passam a ocupar um papel central na geração de inteligência agronômica. “No Brasil aprendemos que a produtividade começa no diagnóstico. Quanto melhor entendemos o solo, melhor conseguimos manejar nutrientes, água e carbono. Essa lógica está ganhando relevância globalmente”, ressalta o agrônomo.
Sobre o IBRA megalab
O IBRA megalab é referência nacional em análises agronômicas, oferecendo soluções de alta tecnologia em diagnóstico e monitoramento de solo, plantas, sementes e água. Presente nos principais polos agrícolas do país, o laboratório atua lado a lado com produtores, cooperativas e consultores para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da produção agrícola brasileira.
via assessoria

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