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Com sementes mais tecnológicas e valiosas, melhorar o ambiente interno passou a ser estratégico
Preservar vigor e qualidade das sementes deixou de ser
preocupação restrita ao campo. Com sementes de soja, milho, trigo e arroz cada
vez mais tecnológicas e valiosas, produtores e empresas vêm ampliando
investimentos nas Unidades de Beneficiamento de Sementes
(UBSs) para melhorar o ambiente interno e reduzir riscos de
perdas após a colheita.
O movimento acompanha a expansão de um
mercado bilionário. Atualmente, o Brasil produz cerca de 6 milhões de toneladas
de sementes por ano, consolidando-se entre os maiores mercados mundiais do
segmento. Nesse cenário, proteger o desempenho da semente passou a ser tão
importante quanto desenvolver genética de alto potencial produtivo.
O desafio de preservar vigor e germinação nas UBSs
Embora o avanço da genética tenha elevado
o potencial produtivo das sementes, especialistas alertam que parte desse
investimento pode ser comprometida após a colheita, dentro das próprias
unidades de beneficiamento.
Temperatura elevada, baixa renovação do
ar, condensação, poeira em suspensão e resíduos do tratamento industrial são
fatores que podem afetar vigor e germinação — muitas vezes de forma silenciosa,
percebida apenas quando a semente chega ao solo e apresenta desempenho inferior
ao esperado.
“Uma semente de alto valor genético precisa
de um ambiente adequado para manter seu potencial. Parte das perdas acontece
silenciosamente dentro da UBS e só aparece depois, na lavoura”, afirma Otávio
Matos, gerente técnico da Qualygran, distribuidora Cycloar.
Segundo ele, o ambiente interno passou a
ter papel decisivo na manutenção da qualidade das sementes, especialmente em um
cenário de maior competitividade e exigência do produtor rural.
Sistemas de exaustão
ajudam a preservar a qualidade das sementes
Entre as tecnologias que começam a ganhar espaço
nas UBSs estão os sistemas de exaustão contínua do ar, utilizados para melhorar
a renovação do ar dentro das estruturas e reduzir fatores que interferem na
conservação das sementes.
Sistemas como o Cycloar
ajudam a reduzir bolsões de calor acumulados na parte superior dos armazéns,
diminuir poeira em suspensão e auxiliar na dissipação de odores e resíduos
gerados no tratamento industrial de sementes.
Na prática, isso contribui para criar um
ambiente mais estável, reduzindo fatores que podem comprometer vigor,
germinação e qualidade do produto armazenado.
Além do impacto sobre
a conservação das sementes, a melhoria do ambiente interno também influencia as
condições de trabalho dentro das UBSs.
Luminosidade natural e segurança ganham espaço nas
UBSs
Em áreas de Tratamento Industrial de
Sementes (TSI), onde fungicidas, inseticidas e bioinsumos são aplicados, a
necessidade de renovação do ar ganha ainda mais importância.
Nesses ambientes, poeira e resíduos
químicos exigem melhores condições operacionais para as equipes.
Além da renovação do ar, modelos como o Cycloar
Lux permitem ampliar a entrada de luminosidade natural no
interior das UBSs, favorecendo visibilidade, segurança operacional e melhores
condições de trabalho em áreas de movimentação e tratamento de sementes.
“É uma questão de qualidade do produto,
mas também de saúde ocupacional, algo que vem recebendo atenção crescente dos
órgãos ligados ao trabalho”, lembra Matos.
UBSs mais modernas acompanham sementes mais tecnológicas
Para Adriano Mallet, diretor da Agrocult, distribuidora
Cycloar, o setor passou por uma transformação silenciosa nos últimos anos.
“A UBS de hoje não pode operar como
operava dez anos atrás. A semente mudou. O nível de exigência mudou. E o
ambiente interno passou a interferir diretamente no resultado final”, afirma.
Segundo ele, preservar vigor e qualidade
passou a exigir novas ferramentas dentro das unidades de beneficiamento.
“Ter um sistema de exaustão hoje, numa
UBS, deixou de ser diferencial. Passou a ser ferramenta importante para manter
vigor, preservar qualidade e proteger o valor da semente armazenada”,
acrescenta.
Em um mercado onde sementes carregam cada
vez mais tecnologia e valor agregado, investir no ambiente interno das UBSs
deixou de ser apenas um detalhe técnico. Passou a integrar a estratégia para
preservar qualidade, reduzir perdas e proteger um ativo cada vez mais valioso
dentro do agronegócio.
via assessoria

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