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Tema será debatido no Encontro Abelheiro
As abelhas podem ajudar a soja a produzir
mais. Estudos conduzidos pela Embrapa apontam aumento médio de 13% na
produtividade da oleaginosa quando há presença adequada de abelhas no entorno
das lavouras, com resultados que chegam a 18% em alguns casos. A polinização
também pode favorecer o número de grãos por vagem e reduzir a ocorrência de
vagens vazias.
Mas, para que essa relação seja vantajosa
para agricultores e apicultores, é preciso adotar práticas que permitam a
convivência entre as duas atividades. Esse será um dos temas do 4º Encontro
Abelheiro, que acontece de 25 a 27 de setembro, em Carazinho (RS). No dia 25,
primeiro dia do evento, o seminário “Agricultura, Abelhas e Sustentabilidade”
reunirá especialistas para discutir como a produção de grãos e a apicultura
podem avançar de forma integrada.
A programação terá três painéis, além de
espaços para debates e esclarecimentos. Entre apresentadores e moderadores, 16
especialistas vão compartilhar conhecimentos e experiências sobre as
possibilidades e os desafios dessa integração.
O pesquisador Décio Luiz Gazzoni, da Embrapa
Soja, será um dos participantes. Há mais de uma década, Gazzoni pesquisa a relação
entre soja e abelhas e, em estudos recentes realizados no Rio Grande do Sul,
Paraná e Mato Grosso do Sul, os resultados reforçam a possibilidade de ganhos
para os dois lados. A presença das abelhas pode elevar a produtividade da soja,
enquanto a florada da oleaginosa oferece às colmeias uma fonte importante de
néctar, com relatos de produção de até 50 quilos de mel por colmeia durante o
período de floração.
“A integração entre soja e abelhas gera
ganhos interessantes para os dois lados. Com a polinização, a abelha aumenta a
produtividade da soja. Já o mel produzido nessa interação, também conhecido
como mel da soja, apresenta um sabor diferenciado. Ou seja, todo mundo sai
ganhando com esse consórcio, principalmente a sustentabilidade”, afirma César de
Souza, presidente do Encontro Abelheiro.
A convivência entre lavouras e colmeias
depende de cuidados no manejo agrícola e da comunicação entre produtores e
apicultores. Entre as medidas estão o conhecimento da localização dos apiários,
a comunicação prévia sobre aplicações e a adoção de estratégias que reduzam a
exposição das abelhas aos defensivos agrícolas. A Embrapa destaca que boas
práticas podem prevenir efeitos adversos sobre as abelhas e, ao mesmo tempo,
contribuir para a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas de produção.
“Nosso foco principal é mostrar que pode
haver uma convivência harmoniosa entre o apicultor e o produtor de grãos.
Existem práticas agrícolas que podem ser adotadas para que os dois lados se
beneficiem. Agricultores e polinizadores trabalhando juntos trazem um ganho
para todo o ecossistema”, explica Rodrigo Rizzo, coordenador do painel.
Programação
O seminário “Agricultura, Abelhas e
Sustentabilidade” será realizado durante todo o dia 25 de
setembro.
Às 9h, o primeiro painel, “Perspectivas
para a Apicultura e Meliponicultura”, terá como apresentadores
Décio Luiz Gazzoni (Embrapa), Gabriel Colle (Sindag) e Pedro Duarte (CropLife),
com moderação de Fabiano Nichele, coordenador da Carteira de Projetos de
Apicultura do Sebrae/RS.
Às 9h55, o painel “Coexistência
entre a Agricultura e a Apicultura” reunirá Maurício Fernandes
(BASF), Murilo Teixeira (agricultor de grãos) e Maria Eduarda Tostes Carneiro
(apicultora), sob moderação de Aldo Machado dos Santos, presidente da Comissão
de Apicultura da Farsul.
Às 10h50, haverá espaço para debates
e esclarecimentos, coordenado por Aroni Sattler, da UFRGS e da
Câmara Setorial da Seapi.
O seminário é uma realização do Encontro
Abelheiro e da Comissão de Apicultura da Farsul, com apoio da Farsul, do
Sindicato Rural de Carazinho e da Aprosoja-RS.
via assessoria

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